Se acontecer.....

É um sentimento que cresce a cada mais, mais e mais...
As vezes, eu sinto vontade de gritar a todos o quanto eu a amo, o quanto eu a quero.
As vezes não, sempre.
Sempre, sempre e sempre....
Eu que sempre vi as coisas se desfazerem nas minhas mãos, sem tornarem pó por causas bestas e até mesmo desconhecidas.
Eu que um dia, entreguei meu coração de verdade, e não recebi absolutamente nada de verdadeiro em troca.
Eu que um dia, tinha desistido de acreditar que sentir o sabor de amar alguém, era possível.
Eu não quero ver novamente as coisas se desfazendo nas minhas mãos.
Por mais absurdo que isso seja, por mais inviável, por mais errado, por mais seja la oque for...
Talvez eu nunca tenha sentido o gosto de "amar de verdade, ser amado de verdade".
Acredito que dessa vez, não há mentiras, não há duas caras, não há histórias horríveis por trás de tudo, não há nada sujo.
Não sei explicar como e por que.
Por que ela, como?
Por que tão longe?
E há explicação pro fato de amar alguém?!
Eu faria o possível pra que isso desse certo, pra que acontece, tudo que fosse necessário.
Arriscaria oque fosse.
É tudo que eu quero, fazê-la feliz, vê-la sorrir....
Faria oque fosse pra isso.
Eu amo você, juro, e as vezes sinto uma necessidade que eu nunca senti, de dizer a você isso de alguma forma.
Se acontecer, serei seu até o fim.

Não importa, eu posso

Não importa como;
Não importa quando;
Não importa quem;
Não importa por que;
Eu posso tocar o céu novamente, eu posso me sentir vivo.
Eu posso sorrir, eu posso morrer.
Eu posso sentir, eu posso ver.
Obrigado por isso.

Valeu a pena esperar

Fazia tempo que eu não deitava a cabeça no travesseiro, antes de dormir, com uma sensação tão boa.
Na verdade, nem me lembro a ultima vez que isso ocorreu.
Hoje, com todas as decepções e coisas que me incomodavam, fazem totalmente parte do passado, e eu me sinto extremamente feliz por não ter mais certos sentimentos comigo.
Duvida;
Tristeza;
Indignação;
Nada disso existe mais, nada disso faz parte de mim, nada disso me atormenta.
Fazia tempo que eu não deitava a cabeça no travesseiro antes de dormir, e sorria lembrando de como uma pessoa podia me fazer também.
Aaaaaah, como valeu esperar pra que isso acontecesse.
Posso quebrar a cara de novo, aconteça oque acontecer, mas dessa vez, tenho absoluta certeza de que será de um modo limpo, sem mentiras, sem falsos sentimentos, sem falta de carater.
A vida é muito curta pra esperar as coisas acontecerem da forma que você deseja, ou da forma que as pessoas julgam ser a mais correta.
Muito curta pra deixar de viver uma loucura, uma loucura que eu não posso deixar de viver.
Eu sou louco o suficiente pra fazer isso acontecer, não me importa como.
Pra mim, já não me importa mais nada, apenas o futuro, apenas oque eu quero nele.

Esfera

Um fantasma que reaparece em diversas versões.
Um fantasma que ainda insiste em te assombrar.
Um fantasma que não mais assombra, não mais machuca, não mais assusta.
Se ver liberto de um pesadelo que as vezes achava que nunca ia ter fim.
Se ver pronto pra viver uma vida de verdade, sem auto flagelações, sem esperanças falsas, sem mentiras, sem qualquer coisa que fosse como uma faca enfiada no seu coração.
Como é bom a sensação de poder viver um impossível saudável;
Mas o fantasma insiste em continuar rondando, rondando, rondando....

Você nunca encontrará amor
Você não tem remorso.
Você não tem nada por dentro.
Você não sabe quem é você mesma.
Apenas suma, apenas caia morta.
l

E 5 meses se passaram.....

Bom, 5 meses se passaram desde que tudo que eu planejava, dava e deu errado.
E bem, eu continuo vivo, minha vida continuou, e minhas perspectivas se renovaram.

5 meses depois, você percebe o quanto foi idiota, e perdeu um tempo enorme na sua vida, com ma coisa que olhando hoje, não valia a pena ter perdido.
Claro, não me arrependo de esforço nenhum que eu fiz paras coisas funcionarem, me arrependo de não ter enxergado o óbvio, que tava bem diante do meu nariz.

5 meses depois, e você conhece pessoas novas, pessoas surpreendentes, pessoas que sem querer, mudam sua vida....
A partir dai, você começa a fazer novos planos, ter novas esperanças, e cada vez mais, deixar um belo e ao mesmo tempo terrível passado.
É difícil deixar os velhos sonhos que você alimentou durante alguns anos pra trás.
É difícil ir dormir, e ainda sentir aquele cheiro que pra você, era tão doce e familiar.

Talvez não seja tão difícil assim.
Você para pra pensar, que no momento que você está igual a um babaca, pensando, imaginando, se questionando, sabe Deus oque esta ocorrendo do outro lado da moeda.
Seus pensamentos são em vão, perca de tempo.
E tenho coisas muito mais importantes hoje, pra se pensar, imaginar, sonhar....

Tenho uma aposta a cumprir xD.
E um sonho a concluir.

“As tuas glórias vem do Passado”

Ver o São Paulo tão incolor, tão pálido, tão sem alma, tão sem raça, tão sem determinação, tão desfigurado como está, me amargura profundamente.

Sou um são-paulino exagerado e passional.
Quando o São Paulo perde por omissão os dias que se seguem são difíceis. Não engulo, rumino as derrotas, a semana se arruína. O São Paulo é como um termômetro na minha vida. Levanta e abaixa o meu astral.

Antes de mim, muitos choraram nos anos 30, houve glória nos anos 40. Os anos 50 foram de pouco brilho. Perdi muito nos anos 60, anos de pedra, anos de construção do Morumbi e de afirmação da nossa grandeza. O sacrifício valeu a pena. A partir dos anos 70 o São Paulo virou símbolo de força. Nos anos de minha infância ser são-paulino era algo fora de moda. A partir de 1970 ser são-paulino virou moda.

Acho que evocar nossos heróis em tempos revoltos renova a fé na crença de que jamais voltarão os dias de agrura, de afirmação e de humilhação.
Ontem conversei por telefone com um são-paulino histórico. Estive com o filho do gênio Benedito Ruy Barbosa e em dado momento ele ligou ao pai e passou-me o aparelho celular. Falávamos, claro, sobre o São Paulo.

Com o Benedito troquei idéias e voltamos um pouco no tempo. Em poucos minutos remontamos à época da criação do clube, escalei o primeiro São Paulo da história, falamos de Bauer a Paraná, de Raí a Hernanes. Foi tão bom que parece que na semana que vem falaremos ao vivo.

O Ruy não resiste a uma prosa são-paulina. Eu também não.
Quem sabe em razão dessa conversa, hoje já despertei com uma figura lendária assombrando a minha alma tricolor. Não farei suspense. Dizem que eu faço suspense ao escrever. Não faço. Eis o nome: Porfírio da Paz. PORFÍRIO DA PAZ, com letras maiúsculas.
Sabem quem foi Porfírio da Paz, meus iguais?
Espero que saibam. Para os que não sabem e para os que sabem e também para os que reverenciam esse personagem mitológico escreverei as próximas linhas. Serei breve. Você é meu convidado, amigo leitor. Venha comigo. Com calma, com tranqüilidade, com a fleuma e com a paciência de são-paulino.

O São Paulo da Floresta naufragara. Era o fim. Muitos comemoraram o naufrágio, na vida há muitas almas mesquinhas, que se divertem com as tragédias. Mas a cidade não podia ficar sem o São Paulo. O São Paulo ostentava o nome da cidade. São Paulo sem o São Paulo era inconcebível.

Inconformados com a extinção do clube os então poucos são-paulinos se revoltaram. O líder da insurreição chamava-se Porfírio da Paz. Não podia acabar assim aquele sonho.
Reuniram-se os irresignados, insuflados por Porfírio da Paz, no centro da capital, no escritório de um advogado, o dr. Silva Freire. Tudo se passou na Rua XI de Agosto, ali pertinho da sagrada Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

Na noite do dia 16 de dezembro de 1935 tudo iria recomeçar. Aqueles homens vestindo ternos escuros estavam escrevendo a página decisiva da epopéia do “clube da fé”. Naquele sítio sagrado, quase no marco zero da futura grande metrópole, era recriado o São Paulo FC. São Paulo sem sede, São Paulo sem patrimônio, São Paulo sem glamour, São Paulo sem ostentação. No dia seguinte, instigados pela obsessão de Porfírio da Paz, o grupo saiu atrás de jogadores, era preciso montar um time. Aquela dúzia de pessoas era liderada pelo homem sobre o qual escrevo.
Porfírio era um são-paulino absolutamente apaixonado pelo sonho dourado de transformar o São Paulo em realidade. Porfírio admirava o Paulistano, era são-paulino da Floresta. Porfírio tinha uma são-paulinidade religiosa. Foi ele que viajou pelo país garimpando talentos. Porfírio trouxe King, o goleiro gigante, nosso primeiro “guarda-valas”. King foi descoberto por Porfírio da Paz no Paraná. King, invenção de Porfírio, foi um goleiro cujo nome sobreviveria pelas noites do tempo, foi um “guardião” que teria o nome consagrado pela história. Foi Porfírio que trouxe a grande maioria dos jogadores que, no mês seguinte, deveriam fazer o primeiro jogo da nossa história.
Estamos no dia 25 de janeiro. O ano? 1936.
Faz tempo, iguais?

Nosso primeiro presidente, Manoel do Carmo Meca, e seus pares, queriam ver o São Paulo estrear no dia do aniversário da cidade. Era questão de honra. Porfírio entregou-se de corpo e alma ao projeto, correu o Brasil e montou o time em tempo recorde.
Nesse dia 25 de janeiro de 1936, o São Paulo e seus bravos refundadores travariam sua primeira batalha, dentro do campo e, principalmente, fora dele.

Porfírio, ao mesmo tempo em que acertava com os atletas, fora a todas as emissoras de rádio, correra as redações dos jornais, a seu pedido a diretoria mandara confeccionar panfletos para distribuir nas ruas, haviam sido afixados cartazes nos postes e bares anunciando a estréia são-paulina para o dia 25 de janeiro, em jogo amistoso, contra a Portuguesa Santista, no Parque Antarctica, campo do Palmeiras. Mas, chegando ao estádio, os diretores se depararam com uma ordem de proibição, expedida pela então Secretaria da Educação do Estado. Um funcionário qualquer, um funcionário daqueles “Caxias”, estava intransigente e agia com arrogância em nome do prefeito: não havia autorização para a realização do espetáculo. Não tinha jogo e ponto final!
O público, reduzido, se mantinha nos portões de entrada do campo e não podia entrar, os diretores discutiam com o convicto representante da autoridade municipal, a estréia tão sonhada, depois de tanta luta, depois da ressureição, no dia do aniversário da cidade, parecia que estava arruinada.

Foi quando Porfírio da Paz declarou guerra: -“onde está o prefeito”? Indagou. E o funcionário respondeu: -“no desfile, na parada da Av. Paulista”. Porfírio voou para a Paulista. Desvencilhou-se da multidão, empurrou pessoas, foi empurrado, abriu caminho e chegou ao palanque das autoridades. Lá estavam, dentre outras personalidades, a figura do dr. Armando Salles de Oliveira, o então interventor do estado.

Porfírio ignorou o protocolo, pendurou-se ao palanque, foi direto ao interventor e pediu encarecidamente a ele que autorizasse a realização do jogo, afinal era o São Paulo que queria fazer seu primeiro jogo no dia do aniversário da cidade, era um acontecimento histórico!
O burburinho no local era grande, Porfírio teve que urrar para ser ouvido, entre hinos e discursos.

Mas Armando Salles de Oliveira era um paulistano da cepa, um quatrocentão. O Interventor não poderia deixar de ser simpático à idéia. Armando imediatamente chamou o Secretário da Educação, que também estava no palanque, e ordenou-lhe que liberasse o evento. Cantídio Campos, o secretário, era médico. Em seu próprio receituário, Cantídio escreveu as palavras que representavam o salvo-conduto para que o São Paulo estreasse.
Porfírio voltou, com o coração aos saltos, com os olhos marejados e como um raio ao estádio do parque Antarctica e esfregou o papel na fuça do funcionário chato. Os portões se abriram, o público entrou, o tricolor faria, quase que na marra, seu primeiro jogo, que terminou 3 x 2 em nosso favor. King, Ruy e Picareta, Ferreira, José e Segôa, Antoninho, Gabardo, Juca (Fogueira) Carrazo e Paulinho foram os primeiros heróis de nossa santa jornada. Eles vestiram, pela vez primeira, a sacrossanta camisa das três cores.

No dia seguinte o São Paulo foi inscrito na Liga Paulista e tudo começou. Daí em diante não era mais sonho.
Mas foi duro. Duro?
Foi um martírio!

Imagine, meu igual, um time que não era clube, imagine um time que não era clube e que não tinha torcida; e imagine um grupo apaixonado por um time que não tinha clube nem torcida e muito menos dinheiro para fazer frente aos já consagrados Corinthians, Palmeiras, Portuguesa e Santos. Os adversários, gargalhavam, duvidavam, desdenhavam. Éramos motivo de chacota.

Porfírio, o visionário, fazia listas de doação, elaborava “livros de ouro”, visitava autoridades, pedia recursos através da imprensa, convocava os são-paulinos para que comparecessem aos jogos, implorava auxílio. Antológica é a passagem histórica que nos revela um Porfírio eloqüente, um orador tomado de paixão, fazendo um verdadeiro discurso na falecida Rádio Cruzeiro do Sul em prol da sensibilidade do povo para que ajudasse o São Paulo. O São Paulo não podia morrer de novo. São Paulo não podia deixar o São Paulo morrer!

Ao sair do estúdio, já na rua, um lixeiro abordou Porfírio e deu-lhe todo o dinheiro que tinha no bolso. “- ouvi as suas palavras. Minha família ficará sem o necessário, mas não quero ver o São Paulo morrer”-, disse-lhe o pobre homem.
Porfírio da Paz enfrentou o pesadelo da penúria que aterrorizava o São Paulo nas décadas de 30 e 40. Foi Porfírio o nosso porta-voz, foi Porfírio o nosso anjo da guarda, foi ele o nosso baluarte, era de Porfírio que ecoavam os gritos que nos encorajavam a antever o futuro.
Acha que estou saudosista, meu igual?

Nesses tempos de um São Paulo tão medíocre, tão descompromissado com a nossa história de lutas será que não é para estar?
Ser são-paulino é ser muito mais do que podem imaginar os demais. Ser são-paulino é ter fé. Mas, muito mais do que ter fé, é ser guerreiro, o São Paulo não combina com a indiferença. Só nós ostentamos o nome da maior cidade e do maior estado da federação, só nós estreamos no dia em que se festeja o nascimento da terra dos bandeirantes.

Porfírio da Paz é um verdadeiro personagem de epopéia, é um nome inesquecível, por que será que, no Morumbi, não há uma placa, um busto, uma estátua de Porfírio?
Nosso saudoso herói esteve à frente de todas as lutas. Porfírio era militar. De cabo, chegou a general. Porfírio era do bem. Porfírio morreu pobre, encantado com o crescimento do clube que ajudou a fundar.

Em certa ocasião, depois de ter entregue ao São Paulo tudo que possuía, depois de angariar dos são-paulinos tudo que poderiam dar, depois de tantas batalhas, Porfírio recebeu em casa um Oficial de Justiça. O homem vinha notificá-lo de que perdera a casa onde morava, em razão da falta de pagamento do financiamento.
A família chorava na sala.

Porfírio os estimulou. Dinheiro ia e vinha. O São Paulo era para sempre.
Foi nesse dia que Porfírio, ao abandonar a casa perdida, ao lado de mulher e filhos e com os olhos marejados de lágrimas cantarolou: “- Salve o tricolor Paulista, amado clube brasileiro, tu és forte tu és grande, dentre os grandes é o primeiro”- Foi nesse dia que ele compôs o hino do São Paulo FC.


Antonio Carlos Sandoval Catta-Preta

Morto.... por dentro

"Bem, minhas lágrimas se foram, eu sou feliz agora
Obrigado por esclarecer isso
Vá embora
Você nao sabe como é estar morto por dentro"